Eurico Augusto Cebolo
Biografia - Suas  obras

Nasceu em 28 de outubro de 1938, em Coleja, uma pequena aldeia de Trás-os-Montes, situada perto do rio Douro e pertencente ao concelho de Carrazeda de Ansiães. Seu pai tocava Guitarra de Fado e Guitarra Acústica de ouvido e ele desde muito pequeno cantava diversas canções da época. Tinha imenso jeito a improvisar quadras para cantar o fado ao desafio, tendo aprendido os primeiros acordes da Guitarra Clássica com o pai.

 

De família humilde, frequentou o Colégio João de Deus, no Porto, onde fez os estudos gratuitamente, devido à sua boa capacidade de aprendizagem. Sempre gostou de escrever e já no Colégio desenhava histórias aos quadrinhos, que depois vendia aos colegas mais abastados. Aos 16 anos, emigrou com a mãe para Moçambique, ao encontro do pai, que para aí fora um ano antes. Lá residiu de 1954 a 1975. Depois de outros serviços, empregou-se na Companhia Algodoeira Sagal, de Montepuez. Aí, entrou em duas peças humorísticas de teatro amador, em que fez o papel principal (como figura feminina) numa das obras, que se intitulava "Não é o mel".

 

Cantou canções humorísticas com letra e música da sua autoria, embora não soubesse Música. Por motivo de doença, teve que ir para Lourenço Marques (hoje Maputo), a fim de ser tratado, e aí fixou residência. Iniciou a aprendizagem de Acordeão na escola de um professor italiano, Carlo Genzi (um grande amigo), e ao fim de um mês, com o consentimento do professor italiano, começou ali a ensinar, dando aulas aos principiantes. Não mais teve aulas de Música e aprendeu tudo quanto sabe por conta própria, com o auxílio de livros que adquiriu.

 

Ao cabo de três meses de estudo desse instrumento, passou a tocar em dancings: provisoriamente no Luso, depois no Pinguim e definitivamente no Aquário. Manteve-se assim até 1961, data em que voltou a Portugal. Em 1962, no "III Festival Hispano-Portuguez de la Cancion del Duero", em Aranda del Duero, obteve o "PREMIO A LA MEJOR CANCION PORTUGUEZA: CANÇÃO DO DOURO", letra e música da sua autoria, interpretada por Maria do Espírito Santo e gravada em disco por Gina Maria. Em 1963, voltou para Moçambique, reabrindo a Escola de Acordeão, onde ele se iniciara, mas que estava fechada, porque o proprietário regressara definitivamente para Itália. Em 1964, entrou no Concurso da Máquina de Costura Oliva, em Lourenço Marques, cuja marcha recebeu o prémio por ser a escolhida para efeitos de publicidade.

 

Em 1965, foi o único músico executante na digressão artística, que se prolongou por 113 dias e em que acompanhou os artistas Luís Piçarra, Manuel Martins (brasileiro), Licínia Rodrigues, Vanda Maria e Eulália Duarte. Nessa digressão atuou em cidades e vilas da Suazilândia, Malawi, Rodésia, África do Sul, etc. e nas localidades mais importantes de Moçambique. Ainda em 1965, obteve, pela 2.ª vez, o prémio para a melhor canção portuguesa em Aranda del Duero, com o "Rio Douro passa", interpretada por Fernanda Gonçalves. Recebeu o prémio em dinheiro e a taça, oferecida pelo embaixador de Espanha.

 

Em 1966, foi classificado no Festival da Canção de Lourenço Marques com a canção "Desde que te vi", que, segundo os maestros de orquestra José Queirós e Artur Fonseca, era a melhor ali apresentada. Em 1967, obteve o 1.º lugar no Concurso Monstro de Lourenço Marques, com a canção "É Lourenço Marques", gravada em disco por Teresa Maria. Em 1967, recebeu nova distinção em Espanha, com a canção "Lá no rio Douro", sendo-lhe atribuída a medalha de honra. São da sua autoria as quatro letras e músicas para o disco da inauguração do Estádio Salazar (hoje Estádio da Machava). No dia da inauguração foram vendidas 12 000 cópias.

 

Em 1968, fundou uma escola com 16 salas de música, no edifício da Casa do Porto, para a qual escreveu música e letra do mesmo nome, cantada por Eulália Duarte. Aí se ministrava o ensino de Piano, Acordeão, Guitarra, Violino e Bateria. No mesmo edifício abriu um estabelecimento, onde vendia instrumentos musicais, brindes e eletrodomésticos. A par do comércio, tocava Acordeão Eletrónico em espetáculos de variedades, de música de dança e clássica. No Rádio Clube de Moçambique, a Orquestra de Variedades, dirigida pelo maestro Artur Fonseca, e a Orquestra Típica, dirigida pelo maestro Gavino, executaram dezenas de músicas e letras da sua autoria, cantadas por artistas dessa emissora. A artista Maria Dulce interpretou e gravou em disco quatro canções com letra e música da sua autoria, acompanhada à guitarra por Alves Martins e à viola por António Fonseca.

 

Fez parte do conjunto Guitarras de Coimbra, onde tocava Guitarra de Fado. Durante dois anos organizou festivais de música, aos domingos, no Estádio Malhangalene, onde se exibiram todos os conjuntos musicais de Lourenço Marques e muitos cançonetistas. Recortes de jornais e revistas que falavam da sua carreira artística foram rasgados e queimados por grupos de militantes afetos aos partidos que tomaram conta da situação, assim como todo o seu património musical, aquando da mudança de regime.

 

No dia 27 de janeiro de 1975, estando de férias em Portugal, prestes a regressar a Moçambique, foi vítima de um acidente de viação quando um camião chocou com o veículo em que seguia. Desse desastre, resultou a morte do seu primo, que era o condutor. Eurico Cebolo ficou paralisado completamente do lado direito durante um ano e foi recuperando depois, lentamente, mas incapacitado de continuar a carreira de músico-concertista.

 

Após a descolonização, todos os bens que possuía em Moçambique foram confiscados e a conta bancária congelada. A partir do acidente, fixou residência no Porto, onde abriu um pequeno estabelecimento de venda de instrumentos musicais e escola de Música, esta sempre a sua primeira razão de ser, consagrando toda a sua vida a esta arte. Publicou já algumas dezenas de livros dedicados ao ensino, na sua grande maioria editados em português, inglês e francês, com grande divulgação no nosso país e no estrangeiro.

 

Autor das letras e músicas vencedoras no concurso "Grande Marcha de Lisboa": Lisboa, Lisboa, Lisboa... (1999); Lisboa do ano dois mil (2000); Lisboa Donairosa (2002); Lisboa é Linda (2006) e Beijos de Lisboa (2007). Foi premiado várias vezes em pequenos festivais de menor importância e concursos de quadras dos santos populares. Escreveu cerca de uma dezena de romances, cujos títulos à primeira vista poderão parecer agressivos, mas o seu conteúdo emociona o leitor com situações vividas pelos personagem dessas obras, que têm sempre uma finalidade construtiva. Uma das suas últimas obras é um livro de poesia dedicado a todas as mães e que se intitula "MÃE – POEMAS".

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Rua da Boavista, nº 80

4050-102 Porto

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tef. 222008576 - 936011398

Email: musicarte.cebolo@gmail.com

email:  musicarte.de.e.a.c@gmail.com

email: musicarte@clix.pt

 

 

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